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Conteúdo viral que não alavanca vendas. 

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Conteúdo viral que não alavanca vendas. 

O que podemos aprender com a trend Asoka Makeup e o case de Camila Pudim.

Nas últimas semanas, um novo challenge viralizou no TikTok, levando influenciadores e criadores de conteúdo do mundo inteiro a passar horas produzindo vídeos da Trend batizada de “Asoka Makeup”.

A ideia do desafio é mostrar as etapas de uma transformação inspirada nas makes das noivas tradicionais da Índia. Tudo isso enquanto dublam e performam uma sequência de movimentos no estilo das danças de Bollywood, ao som da música “San Sanana”, que foi tema do filme “Asoka”, de 2001. 

Como sabemos, o brasileiro não sabe brincar e só entra nessas trends para fazer o seu nome. Foi o que aconteceu com Camila Pudim, que compartilhou a sua versão da trend e viralizou na plataforma, com mais de 150 milhões de visualizações. Com tantos views, muita gente achou que ela estava ganhando muito dinheiro com a monetização, só que não. 

Como perder um carro em 1 segundo

O vídeo de Camila só tinha 59 segundos e o TikTok monetiza apenas vídeos com 60″ ou mais. Incentivada pela repercussão, Camila fez outra versão, que viralizou ainda mais, superando o primeiro. Mas quando foi conferir o valor monetizado, Camila viu que não era tudo aquilo que diziam. E ao invés de ganhar o suficiente para comprar um carro, ela conseguiu o equivalente a uma scooter. 

Não vamos dizer que foi ruim, principalmente considerando que está acima da realidade salarial da maior parte dos brasileiros para o equivalente a dois dias de trabalho, mas também não foi tão bom assim, levando em conta todo o trabalho de criação, pesquisa, produção, filmagem e edição envolvido e o impacto do vídeo, que se tornou o mais visto da trend em todo o mundo.

Visualização não garante dinheiro.

O fato é que esse episódio mostrou que ganhar dinheiro com o TikTok é mais difícil do que parece, e os creators precisam buscar outras formas de monetizar o seu trabalho, sem cair na cilada dos cassinos online. 

Porque, no fim das contas, as plataformas, sejam de serviços ou de conteúdos,  trabalham com a mesma lógica: pagar o mínimo possível. Por isso, quando o vídeo monetizado de Camila bateu mais de 150 milhões de views, acendeu o alerta do TikTok, que baixou o RPM dela ao mínimo possível. Afinal, engajamento demais não é bom… para quem vai ter que remunerar esse trabalho. Daí a importância de entender e saber usar as métricas a seu favor.

Hoje, a criação de conteúdo e a influência são negócios e para viver deles é essencial ter uma estratégia bem planejada para fazer dessas fontes de receita a base de um negócio maior. Pois de acordo com uma pesquisa realizada pela Brunch & Youpix, as maiores fontes de receita dos creators são:

– Trabalhos com as marcas (62%), 

– Adsense (27,7%), 

– Afiliados (23%), 

– Consultoria (21,9%) 

– Infoprodutos (21,5%)

Porque, como mostrou a trend Asoka Makeup, viralização não garante retorno financeiro. E isso vale também para as marcas que buscam viralizar sem uma estratégia de marketing forte como base para converter os leads em clientes.

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